A terceira aparição de um peixe-leão em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Rio, tem preocupado especialistas em meio ambiente da região. O exemplar da espécie foi capturado por mergulhadores na sexta-feira (12) próximo à Ponta do Fucinho. O animal é um predador que pode desequilibrar a cadeia alimentar do ambiente em que se insere, e além disso é venenoso. O peixe foi entregue a pesquisadores do Instituto Chico Mendes (ICM-Bio).

O peixe-leão é considerado invasor no litoral brasileiro e não possui predadores naturais na região, como explica o biólogo Eduardo Pimenta: “Ele tem uma capacidade reprodutiva muito grande, tem poucos predadores e é muito voraz, comendo outros peixes e desequilibrando a cadeia alimentar do oceano”.

Segundo estudos, o peixe-leão é originário dos oceanos Índico e Pacífico. Na década de 90, acredita-se que ele chegou ao Atlântico Norte e se espalhou pela região, até chegar ao México em 2006 e se proliferar no Mar do Caribe, área onde atualmente pode ser encontrado em grande quantidade.

A equipe de mergulhadores que capturou o animal foi avisada por um caçador submarino na noite de quinta (11), mas não foi possível montar a operação no mesmo dia: “Foram quatro pessoas na expedição. Ele foi encontrado no mesmo lugar informado. Foi tudo muito rápido, para avistá-lo demorou uns 10 minutos e o mergulho durou 20 minutos, pois o mar estava muito batido”, explicou o mergulhador Marco Correia, que participou da captura.

De acordo com Marco, pesquisadores do ICM-Bio entregaram o exemplar para estudos no Laboratório de Ecologia e Conservação de Ambientes Recifais (Lecar) da Universidade Federal Fluminense (UFF). No laboratório, a genética e as formas de alimentação do peixe-leão, que chega no máximo a 200g, serão estudados.

O peixe-leão é venenoso e, por isso, dificilmente é predado: “Ele é peçonhento, tem espinhos externos que têm veneno. Para consumí-lo é necessário que esses espinhos e as glândulas que liberam esse veneno sejam extraídas com cuidado. Quando um peixe vai comê-lo ele abre os espinhos, o peixe que vai predá-lo cospe e nem chega de fato a atacá-lo”, completou Eduardo Pimenta.

FONTE: G1

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